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30.11.18
Certificação de Inversores Fotovoltaicos
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       Desde a criação da resolução normativa N° 482/ANEEL, que em abril de 2012 estabeleceu as condições gerais para o acesso de microgeração e minigeração distribuída aos sistemas de distribuição de energia elétrica, o interesse dos consumidores pela instalação de sistemas fotovoltaicos, seja em residências ou em empresas, têm crescido exponencialmente. Esta demanda de mercado está atraindo fabricantes nacionais, prestadores de serviços e importadores, os quais visam obter uma fatia do mercado em franca expansão. Esta expansão do mercado é benéfica ao consumidor, que encontra mais opções de módulos fotovoltaicos, inversores e instaladores, estimulando a concorrência e reduzindo os custos.

       Os módulos fotovoltaicos são os elementos responsáveis pela conversão da energia proveniente do sol em energia elétrica. Esta energia elétrica é gerada em corrente contínua, a qual é incompatível com a rede de alimentação, que é em corrente alternada. Desta forma, inversores fotovoltaicos são indispensáveis para realizar a interface entre os módulos fotovoltaicos e a rede de alimentação. Segundo o professor Leandro Michels, coordenador do Laboratório de Ensaios – INRI/LabEnsaios e uma das autoridades em energia fotovoltaica no Brasil “Além da conversão da energia gerada pelo módulos fotovoltaicos (em corrente contínua) para injeção na rede elétrica (em corrente alternada), o inversor busca otimizar a produção de energia através de uma estratégia de controle que constantemente busca o ponto de máxima potência de geração fotovoltaica. Adicionalmente, o inversor deve prover de meios para garantir a segurança do usuário bem como para evitar que provoque qualquer distúrbio que possa interferir negativamente nas cargas c.a. adjacentes ou no sistema elétrico.”

       Desta forma, observa-se que para garantir a segurança do usuário e das demais pessoas conectadas a mesma rede de energia elétrica, estes inversores devem seguir rigorosos padrões de qualidade e normas de segurança, impedindo que seja produzida uma situação de risco em caso de falta da rede e/ou desligamento da rede para manutenção, de falha na isolação, de interferência na operação de outros equipamentos, entre outras anomalias.

       Para ilustrar apenas uma destas situações, é importante salientar que um inversor fotovoltaico, aliado aos módulos fotovoltaicos, possui a capacidade de manter as cargas energizadas durante o desligamento da rede de energia elétrica. Entretanto, esta operação pode colocar em risco a vida de um técnico da companhia de energia que esteja realizando manutenção na rede, pois uma rede que deveria estar desenergizada, estaria energizada devido a operação do sistema fotovoltaico. Para evitar este problema e garantir a segurança de todos, os inversores devem se desconectar da rede de energia em caso de falta.

       Segundo o prof Michels “Um conjunto de normas técnicas foram desenvolvidas no Brasil para definir bases de referência de desempenho que se espera dos inversores fotovoltaicos, com relação às demandas supracitadas, adequadas às particularidades das redes elétricas brasileiras: ABNT NBR 16149,  ABNT NBR 16150,  ABNT NBR IEC 62116. Para garantir o cumprimento dessas normas, bem como de outros requisitos adicionais, o INMETRO definiu uma regulamentação para avaliação de conformidade que obriga o ensaio periódico de todos os modelos de inversores conectados à rede com potência de até 10kW comercializados do país (em estudos a expansão para 75kW).”

       A avaliação destes inversores e a sua certificação é realizada por laboratórios acreditados pelo INMETRO. No Rio Grande do Sul, um laboratório apto a realizar ensaios em inversores fotovoltaicos conectados à rede elétrica com potência nominal de até 50 kW (monofásicos e trifásicos) de acordo com as normas ABNT NBR é o Laboratório de Ensaios do Instituto de Redes Inteligentes da Universidade Federal de Santa Maria (INRI – UFSM). Este laboratório é equipado com fontes de alimentação SUPPLIER, as quais possibilitam emular o comportamento do módulo fotovoltaico e, também, da rede de distribuição, permitindo a realização de inúmeros ensaios e avaliações de acordo com as exigências impostas pelas Normas. Na visão do coordenador do LabEnsaios: “Por possibilitar a geração de padrões de testes em condições precisas de operação, e por possibilitarem múltiplas repetições dessas condições, as fontes simuladores fotovoltaicas são fundamentais para a realização de ensaios de qualquer equipamento que faça a interface com sistema fotovoltaicos.”

Maiores informações e características técnicas podem ser observadas em:

http://www.supplier.ind.br//aplicacoes/aplicacao/emula/28

http://www.supplier.ind.br//aplicacoes/aplicacao/ensaios-de-inversores-para-pain/36

 

http://www.supplier.ind.br//inversores-fotovoltaicos.pdf

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